Publicado em: 09/06/2022
Mesmo com os
desafios advindos de instabilidades no mercado internacional e da significativa
elevação de custos para a atividade transportadora, o transporte faz a
diferença, com saldo de 14.413 postos formais de trabalho só no mês de abril.
Trata-se do quarto mês seguido que o setor apresenta bom desempenho para postos
com carteira assinada. Somando os quatro primeiros meses do ano, são 34.479
vagas ocupadas, na diferença entre contratações e desligamentos. O
desempenho faz parte da análise da Confederação Nacional do Transporte (CNT)
publicada nesta quarta-feira, 08.
Os principais dados
estão detalhados no Radar CNT do Transporte – Caged Abril 2022. A
estratificação das informações também pode ser consultada de forma dinâmica no
Painel CNT do Emprego no Transporte. Os apontamentos da Confederação levam em
conta as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),
do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
O transporte
faz parte, inclusive, do setor de serviços, cujo desempenho foi o melhor dentre
os cinco setores considerados pelo Caged. O número de vagas criadas por este
setor alcançou 117.007 em abril, 60% das mais de 196 mil vagas formais de
emprego geradas no mês.
O segmento do
transporte rodoviário de cargas é o principal responsável por esse
impulsionamento. Dentre os modais, o segmento criou, sozinho, 12.321
vagas. Outro destaque foi a performance do rodoviário de passageiros: só
em abril, foram 1.548 ocupações, devido principalmente ao rodoviário urbano de
passageiros (1.004 postos). Para o mesmo mês em 2020 e 2021, o segmento havia
demitido mais do que admitido profissionais, em função das restrições impostas
pela pandemia.
Em relação ao
desempenho por estado, São Paulo (7.663), Santa Catarina
(1.153) e Paraná (728) lideram a esteira positiva de empregos no
transporte em abril. No acumulado de 2022, a geração de ocupações nos estados
se repete: 16.330; 3.278; e 2.891, respectivamente.
Na contramão
estão Alagoas e Pará. Apesar de apresentarem saldo positivo em abril, os
dois estados têm os piores desempenhos no acumulado do ano, com saldos
negativos de 711 e 568 postos, respectivamente. Ou seja, a diferença positiva
entre contratações e demissões de abril ainda não foi o suficiente para
compensar todos os empregos perdidos no primeiro trimestre deste ano.
O objetivo da
análise da Confederação é disponibilizar aos transportadores informações sobre
o panorama e a situação de ocupações no setor, além de facultar às empresas do
transporte e à sociedade opções para consulta dinâmica sobre emprego. O
material da CNT tem sido uma fonte significativa de referência, especialmente
durante a pandemia da covid-19.
Fonte: CNT / Foto: CNT