Publicado em: 22/06/2022
Representantes do Ramo
Transporte do Sistema OCB participaram de reunião com o diretor da Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, na última
semana para tratar de assuntos importantes na agenda do cooperativismo.
Transporte de cargas, de passageiros e questões voltadas para fiscalização dos
serviços fizeram parte dos temas abordados.
Transporte de cargas - Sobre o transporte de cargas, o principal
ponto destacado foi a publicação da nova Resolução que substituirá a atual
Resolução 4.799/15, que trata dos procedimentos para inscrição e manutenção no
Registro Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (RNTRC) digital e seus
desdobramentos. A principal preocupação do Sistema OCB é a manutenção das
conquistas que o cooperativismo obteve nos últimos anos no que diz respeito à
regulamentação, adequado regramento das atividades.
Mercado mais organizado - “Por meio da clara definição do que é uma
cooperativa de transporte, conseguimos ter um mercado mais organizado. Por
isso, consideramos fundamental que a ANTT continue exigindo, por meio de
resolução, o registro das cooperativas junto a OCB para obtenção do RNTRC, para
garantir a fidelização do cooperado e a segurança jurídica necessária para o
desenvolvimento da atividade”, explica o coordenador do Conselho Consultivo do
Ramo Transporte, Evaldo Matos.
Avanços - Ainda segundo ele, é importante
reconhecer os avanços que o RNTRC digital trouxe, mas que alguns pontos
precisam ser aprimorados. “O processo como um todo ficou mais simples e ágil.
Nos preocupa, no entanto, o fato de que algumas cooperativas que não possuem
registro junto à OCB estejam utilizando a plataforma em desacordo com o que
prevê a resolução”, complementa.
Passageiros - No que diz respeito ao transporte de
passageiros, o pleito do Sistema OCB é por uma maior aproximação técnica e
estratégica junto a superintendência e gerências das respectivas áreas na
agência para que o segmento possa se desenvolver mais efetivamente. “Precisamos
de uma troca de informações mais fluídas e precisas que contribuam para uma
evolução que deixe o setor no mesmo patamar em que o transporte de cargas se
encontra no momento”, destaca Evaldo.
Dificuldades - As dificuldades no acesso a
informações sobre os autos de infração aplicados às cooperativas foi o ponto
tratado no item fiscalização. Segundo o analista, muitos autos não são
comunicados e a cooperativa acaba sofrendo prejuízos significativos, uma vez
que acaba sendo inscrita no cadastro de dívida ativa da União.
Mitigação - Guilherme Sampaio afirmou que
reconhece os avanços que as cooperativas de transporte de cargas vêm
registrando e que nenhum deles serão perdidos com a nova regulamentação,
principalmente porque eles trazem, de fato, benefícios para a sociedade. O
diretor também prometeu agendar uma reunião sob sua coordenação para mitigar os
problemas registrados com os procedimentos de fiscalização. (Sistema OCB)
Fonte: Sistema Ocepar
/ Foto: divulgação/Sistema Ocepar