Publicado em: 17/03/2022
O transporte
rodoviário de cargas do agronegócio aumentou 46,9% no Brasil em 2021 na
comparação com o ano anterior, de acordo com dados da plataforma on-line de
fretes FreteBras, que opera na América do Sul. No caso do Rio Grande do Sul, o
salto foi ainda maior – o volume de fretes para atender ao setor avançou 59% no
período. O levantamento se baseia na análise de 8 milhões de viagens publicadas
na plataforma no ano passado, o que corresponde a R$ 63 bilhões em fretes
contratados em todo o país.
Com sede em Catalão (GO), a
FreteBras soma mais de 640 mil caminhoneiros cadastrados e 17 mil empresas
assinantes, e os fretes ofertados na plataforma cobrem 95% do território
brasileiro. Segundo o diretor de Operações da empresa, Bruno Hacad, o
levantamento demonstra o peso do agronegócio no transporte rodoviário de
cargas. O setor representou quase 40% da oferta nacional de fretes na
plataforma. Das 640 mil viagens que partiram do Rio Grande do Sul em 2021, 67%
foram para movimentação de produtos agropecuários. “Isso equivale a cerca de R$
3,4 bilhões em valores de frete”, afirma Hacad.
Entre os produtos
agropecuários mais representativos no volume de fretes com origem no Rio Grande
do Sul, o destaque foi a soja, com 22% do total. Na sequência vêm fertilizantes
(21%) e trigo (20%).
Em todo o país,
os itens mais transportados para o agronegócio foram fertilizantes (31%), milho
(10%) e soja (9%). “A plataforma acaba sendo um bom reflexo de como o mercado
está se comportando”, diz Hacad. Mesmo com as perdas de safra decorrentes da
estiagem e as dificuldades na importação de insumos agrícolas, os transportes
do agronegócio começaram o ano em alta no país, observa o executivo. Em janeiro
deste ano, o setor respondeu por 38% das contratações de viagens pela
FreteBras, ante 31% do mesmo mês de 2021.
Para o coordenador da
Comissão de Infraestrutura e Logística da Federação da Agricultura do Rio
Grande do Sul (Farsul), Fábio Avancini Rodrigues, os dados do levantamento
refletem a digitalização da agricultura e dos processos ligados ao setor. O
transporte de cargas acompanha a tendência, com a expansão dos sistemas que
facilitam relações comerciais, proporcionando redução de tempo e custos
financeiros. “(A digitalização) diminui os intermediários, possibilita a
negociação do valor dos fretes, isso tudo é ganho logístico”, avalia Rodrigues.
Fonte: Correio
do Povo / Foto: Divulgação/Portal do Agronegócio