Publicado em: 07/06/2022
Pertencente a
um ambiente majoritariamente masculino, o setor de transporte rodoviário de
cargas (TRC) possui diversos obstáculos para mulheres encontrarem oportunidades
de trabalho,
principalmente em áreas operacionais. Seja por falta de experiência ou por
desvalorização de suas habilidades, o público feminino precisa traçar um
caminho custoso para combater esse preconceito e conseguir participação neste
âmbito profissional.
De acordo com o
Serviço Social de Transporte (SEST), o setor de transporte do Brasil tem mais
de 900.000 contratos de trabalho, dos quais 120.000 são mulheres e 4.000 atuam
como motoristas. Em outro estudo, realizado pela Confederação Nacional do
Transporte (CNT), as mulheres representam apenas 0,5% do total de motoristas de
caminhão do país.
Em vista dessa
desigualdade, diversas empresas de transporte estão aderindo a treinamentos
voltados para mulheres com o objetivo de fornecer um espaço no segmento,
aprimorar suas habilidades e possibilitar um crescimento conjunto. “Temos
motoristas mulheres que entram sem experiência e as treinamos para que elas
possam viajar. Esse treinamento, normalmente, tem duração de 30 dias e consiste
em conteúdos teóricos e práticos, envolvendo desde como conduzir um veículo até
partes básicas de manutenção, a respeito das quais elas precisam ter conhecimento
caso seja necessário na estrada”, explica Tatiane Rabuske, coordenadora de RH
da Ghelere Transportes.
Ainda existe
uma disparidade nas contratações na atualidade. Gerar mais vagas inclusivas e
sem distinção de gênero são ferramentas que resultam no reconhecimento das
mulheres nesse setor econômico. Porém, aos poucos, essa diferença está se
limitando e rompendo os velhos paradigmas de que as funções operacionais só
podem ser realizadas por homens.
“As mulheres
estão buscando cada vez mais se mostrarem em funções que antes só víamos homens
exercendo, mas ainda enfrentam uma dificuldade grande na profissão. Por
exemplo, para mulheres motoristas, a parte de estruturas e de segurança na
estrada é ainda algo muito difícil”, disse a coordenadora.
Para Tatiane, as
empresas do setor de transporte rodoviário de
cargas estão revendo seus cenários e investindo mais em capacitação de
motoristas mulheres de maneira a igualar oportunidades. Assim, é possível
inseri-las no âmbito de transportes, cooperando para sua integração com apoio
de políticas internas inclusivas, de conscientização e de lideranças para
desempenho no ramo do TRC.
“As empresas
estão pouco a pouco investindo em mulheres nessa atividade. Aqui na Ghelere
temos o mesmo espaço que são dos homens para as mulheres, contratamos da mesma
forma. Assim enxergo outras companhias também, focadas em proporcionar mais
espaço para chegar à igualdade de gênero, sem preconceitos, e isso é muito
importante para a nossa sociedade como um todo”, finaliza Rabuske.
Fonte:
NTC&Logística / Foto: divulgação/NTC&Logística