Publicado em: 10/06/2022
A Petrobras
destacou, por meio de uma nota de esclarecimento publicada em seu site, que o
preço do diesel e de outros combustíveis deve continuar subindo nos próximos
meses.
No texto, a estatal
destacou a situação atual do mercado de combustíveis no mundo, devido à
recuperação econômica pós pandemia e também com o conflito no Leste Europeu em
fevereiro de 2022, que tem causado aumentos de preços e maior volatilidade nas
cotações internacionais de commodities energéticas, em especial, do óleo
diesel.
A empresa também diz que isso se traduz em menor oferta
global de diesel frente à demanda atual, assim como as incertezas relacionadas
ao futuro balanço desse mercado. Como consequência, os estoques de diesel nos
principais mercados internacionais exibiram declínio acentuado nos últimos
meses.
Para a Petrobras, não existem indicativos internacionais que
mostrem que os preços vão recuar em curto prazo.
“Em um cenário de escassez global, o abastecimento nacional
requer uma atenção especial. Como o país é estruturalmente deficitário em óleo
diesel, tendo importado quase 30% da demanda total em 2021, poderá haver maior
impacto nos preços e no suprimento. Esse quadro se acentua dado que o consumo
nacional de diesel é historicamente mais alto no segundo semestre devido às
sazonalidades das atividades agrícola e industrial. Ressalta-se, também, que o
mercado interno registrou recorde de consumo de óleo diesel no ano passado e
essa marca deverá ser superada em 2022. Diante desse quadro, é fundamental que
a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado global seja
referência para o mercado brasileiro de combustíveis, visando à segurança
energética nacional”, disse a Petrobras, na nota.
A empresa diz que somente mantendo sua atual política de preços
é que o mercado poderá continuar sendo abastecido sem falta, e também que não é
a única a ofertar combustível no mercado nacional, que também tem outras empresas
dentro desse segmento.
“Preços alinhados ao valor de mercado estimulam a produção e
a concorrência no presente, assim como fomentam os investimentos que
contribuirão para a expansão do volume produzido, para o alcance da qualidade
exigida para os produtos, e para incremento da capacidade logística, com
benefícios diretos ao consumidor. Por outro lado, preços abaixo do mercado
inviabilizam economicamente as importações necessárias para complemento da
oferta nacional. Exemplos recentes de desalinhamento aos preços de mercado já
se traduzem em problemas de abastecimento em países vizinhos ao Brasil”, disse
a Petrobras.
Fonte: Blog do Caminhoneiro / Foto: divulgação/Blog do Caminhoneiro