Publicado em: 08/07/2022
A venda de
caminhões cresceu 5,27% no Brasil em junho. Foram emplacadas 10.862 unidades,
ante as 10.318 registradas em maio. Porém, na comparação do acumulado de 2022
com o mesmo período de 2021, houve queda de 1,22%. Ou seja, nos cinco primeiros
meses deste ano o setor vendeu 57.310 caminhões novos, ante os 58.017 do mesmo
período do ano passado.
Do mesmo modo,
houve retração de 2,1% na comparação de junho deste ano com junho de 2021. Ou
seja, quando foram emplacados 11.095 caminhões. Os dados foram divulgados nesta
terça-feira (5) pela Fenabrave, a federação que reúne as associações de
concessionárias de veículos do Brasil.
Falta de
componentes
Presidente da
Fenabrave, Andreta Jr. diz que inicialmente a previsão é de que as vendas do
ano iriam crescer 7,3%. Isso na comparação com 2021, quando foram emplacados
127.357 caminhões. Porém, diante dos resultados parciais, a Fenabrave refez as
projeções. Agora, a expectativa é de que as vendas fiquem parecidas com as do
ano passado.
Segundo Andreta
Jr., o motivo é a continuidade da falta de peças e outros componentes. Um ponto
de preocupação é a tendência de antecipação de compras no segundo semestre.
Isso porque em janeiro entra em vigor a nova lei de controle de emissões.
Assim, é possível que as transportadoras renovem suas frotas antes do fim do
ano.
Dessa forma,
poderiam evitar os reajustes de preços. Afinal, para atender ao Proconve P8, os
caminhões novos vão receber mais equipamentos. Com isso, a estimativa das
fabricantes é de aumento de custos. Como resultado, as tabelas devem subir, em
média, de 20% a 30%.
Venda de
caminhões por marca
De acordo a
Fenabrave, nos seis primeiros meses de 2022, a Volkswagen/MAN lidera a venda de
caminhões novos. A marca alemã detém 29,67% de participação de mercado. Em
seguida vem a Mercedes-Benz, com 27,28% das vendas no período.
Logo depois, em
terceiro lugar, aparece a Volvo, com 19,62% de participação. A Iveco está na
quarta colocação com 9,4% do total do mercado. A Scania está na quinta
colocação, com 7,79%. Por fim, a DAF aparece com 5,29% e a JAC, na sexta
colocação, tem 0,51% das vendas totais.
Como é praxe,
os pesados lideram a venda de caminhões por segmento. E no acumulado de janeiro
a junho responderam por 47,73%. Logo depois aparecem os semipesados (28,42%),
seguidos pelos médios (9,67%) e leves (8,89%). Por fim, os semileves
representam 5,28% das vendas.
Por modelo, o
campeão de vendas no primeiro semestre de 2022 é o Volvo FH 540. Ou seja, o
cavalo-
mecânico teve
3.941 unidades emplacadas de janeiro a junho. Em seguida está o médio
Volkswagen Delivery 11.180, que somou 2.923 emplacamentos. O terceiro lugar
ficou com o DAF XF (2.844 vendas).
Venda de
implementos
No acumulado de
janeiro a junho de 2022, foram vendidos 40.267 implementos rodoviários no País.
Isso representa queda de 10,31% na comparação com as 44.898 vendas feitas no
mesmo período de 2021. Do mesmo modo, na comparação de junho com maio houve
retração, de 4,09%. No mês passado, o setor emplacou 6.937 implementos
rodoviários. Em maio, foram 7.233 emplacamentos.
O recuo nas
vendas também foi registrado quando se compara junho de 2022 com o mesmo mês de
2021. Porém, a retração foi ainda maior, de 14,38%. Em junho do ano passado, o
setor vendeu 8.102 implementos rodoviários.
Venda de
ônibus continua patinando
Por fim, as
vendas de ônibus novos registram queda em junho ante maio. No mês passado a
indústria emplacou 1.936 unidades. Ou seja, houve retração de 3,40% ante as 1.792
vendas de maio. Do mesmo modo, no acumulado do ano houve queda.
Segundo a
Fenabrave, de janeiro a junho deste ano 9.188 unidades foram emplacadas. Esse
número representa queda de 1,31% na comparação com as 9.310 vendas registradas
no mesmo período de 2021.
Inicialmente, a
previsão da Fenabrave era de aumento de até 8% nas vendas neste ano. Porém, o
setor deve arrefecer ainda mais no segundo semestre. Agora, a expectativa é de
que o aumento médio seja de 2,8% em relação a 2021.
A desaceleração tem a ver com a paralisação de programas governamentais, como o Caminho da Escola. O programa federal permite que prefeituras de todos os municípios do País renovem suas frotas. Porém, não há previsão sobre uma nova licitação.
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Fonte: NTC&Logística / Foto: divulgação/NTC&Logística