Publicado em: 20/03/2025

A política de preços da Petrobras define como a estatal estabelece o valor de seus produtos, incluindo petróleo, combustíveis e gases. Seu modelo atual busca equilibrar fatores como os custos de produção, a concorrência no mercado interno e as variações do mercado internacional, com o objetivo de garantir preços mais estáveis e condizentes com a realidade econômica do país. No entanto, os critérios que influenciam essa precificação não são fixos e podem ser alterados conforme as diretrizes de cada governo.

Um exemplo dessa mudança ocorreu em 2016, quando, no governo do então presidente Michel Temer, a Petrobras implementou o Preço de Paridade Internacional (PPI). Essa metodologia ajustava os preços dos combustíveis no Brasil com base no valor praticado no mercado externo, considerando a cotação do dólar, barril do petróleo, custos de transporte, impostos e taxas portuárias para definir o custo final dos produtos no mercado interno.

Os reajustes inicialmente eram diários, porém, com o passar do tempo, passaram a ser semanais e, em um terceiro momento, começaram a ser realizados somente quando havia uma variação significativa que justificasse ou um aumento ou uma redução. No entanto, em 2023, durante o governo Lula, essa política foi descontinuada, marcando uma nova abordagem para a formação dos preços da Petrobras.

Como explica Vitor Sabag, especialista em combustíveis do Gasola – empresa de solução multifuncional que automatiza a gestão de abastecimento –, a estatal não divulgou os detalhes exatos sobre a sua nova política de preços vigente. Todavia, sabe-se que a nova estratégia busca equilibrar o preço mínimo aceitável pela empresa com o valor máximo que os clientes estão dispostos a pagar. “Apesar de não ser pública, entende-se que a metodologia utiliza uma faixa entre o custo de produção e os preços internacionais, com o objetivo de reduzir a volatilidade aos consumidores finais e a frequência dos reajustes”, conta. 

Como afirma o especialista, apesar dessas mudanças, a Petrobras vem enfrentando desafios relacionados à defasagem entre os preços internos e as cotações internacionais. Por sua vez, a empresa pública divulgou em janeiro deste ano que, apesar das defasagens, a política de preços estava sendo cumprida, o que garantia a competitividade no mercado interno.


Fonte: Gasola

Especialista analisa a política de preços da Petrobras e seu impacto no mercado