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BID destaca importância do programa de logística do Paraná
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou por
meio de nota em seu site, publicada na última quinta-feira (21), que o Paraná
aumentará a eficiência, a competitividade produtiva, o desenvolvimento de sua
infraestrutura de transporte sustentável e a integração regional com a
implantação do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de
Transporte, orçado em R$ 1,36 bilhão (US$ 435 milhões).O banco já concordou em financiar R$ 735 milhões (US$ 235
milhões) do valor total previsto para diversas intervenções no sistema estadual
de transporte. Os outros R$ 626 milhões (US$ 200 milhões) sairão da contrapartida
do Governo do Estado. As partes aguardam aval da União para formalizar o
contrato de empréstimo. “Temos um entendimento muito bom com o banco e o
financiamento será fundamental para melhorarmos ainda mais a infraestrutura
logística do nosso Estado”, afirma o governador Beto Richa.O plano apresentado pelo governo estadual inclui 24 projetos
rodoviários, com repavimentação de estradas existentes, restauração, expansão e
pavimentação de rodovias, num total de 239 quilômetros. Os principais trechos
de pavimentação são Irati/São Mateus (PR-364), Pitanga/Mato Rico (PR-239) e
Coronel Domingos Soares/Palmas (PR-912). Também estão no programa a duplicação
da Rodovia da Uva (PR-418), entre Curitiba e Colombo, e novos contornos em
Castro, Pato Branco e Marechal Cândido Rondon.“O Paraná tem como objetivo melhorar o nível de serviços e a
segurança viária na infraestrutura de logística e transporte do Estado”,
informa a nota do BID. Para o banco, a estratégia reduzirá custos de operação e
o tempo médio de viagem, “assim como o número de pontos críticos de segurança
na rede rodoviária e ferroviária”. MultimodalAo citar a importância das intervenções, o banco ressalta
que o programa paranaense vai reforçar a multimodalidade de transporte. “Como
resultado, o programa reduzirá o custo geral das operações de veículos,
facilitará o acesso e tornará mais economicamente atraente o uso de modos
distintos de transporte dentro de uma perspectiva multimodal”.Além dos recursos para modernização das rodovias, o
financiamento do BID prevê, também, a criação de pontos de armazenagem de
grãos, estacionamentos e áreas de serviços em regiões estratégicas para o
transporte de cargas no Paraná. A intenção é construir esses centros em
Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava e Guaíra.O texto também destaca que a melhora da infraestrutura
rodoviária e ferroviária estadual “aumentará a eficiência das cadeias
produtivas pela redução dos custos logísticos e de transporte, possibilitando
que as indústrias do estado se tornem mais competitivas e alcancem maior
inserção regional e global”.A manifestação do banco salienta que o programa do Governo
do Paraná apoiará o desenvolvimento de instrumentos de planejamento, como
planos diretores e estudos para promover o transporte multimodal, e também apoiará
a melhora institucional da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística
(SEIL). Além disso, 4,01% dos recursos da operação serão investidos em
atividades de mitigação e adaptação à mudança climática.“São obras que vão modernizar as rodovias paranaenses e
solucionar os gargalos rodoviários em áreas que foram planejadas em décadas
passadas. Precisamos adequar as rodovias para impulsionar a economia e projetar
novos investimentos em todas as regiões do Paraná”, afirma o secretário de
Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. EstratégicoAo descrever o Paraná, o texto publicado no site do BID
informa que o Paraná é a quinta maior economia do Brasil e gera 6% do Produto
Interno Bruto nacional. É também o quarto maior exportador do país, com uma
participação de 7,5% no total nacional.“O Paraná tem uma posição geográfica estratégica para onde
convergem fluxos importantes de comércio intrarregional e internacional e conta
com importantes conexões terrestres com os estados vizinhos de São Paulo, Mato
Grosso do Sul e Santa Catarina e também com a Argentina e o Paraguai”, conclui
o texto.A linha de crédito do BID será de US$ 235 milhões, com prazo
de amortização de 25 anos, com período de desembolso de cinco anos, carência de
cinco anos e taxa de juros baseada na LIBOR.
Fonte: AE