Publicado em: 23/03/2026
Com a intensificação das chuvas no início do ano, cresce a necessidade de reforçar a segurança nas operações logísticas, especialmente no transporte de produtos perigosos, como inflamáveis, corrosivos e cargas sensíveis. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás mostram que os acidentes de trânsito tendem a aumentar nesse período: nas primeiras chuvas de setembro e outubro de 2025, os atendimentos a vítimas subiram 16% em relação aos meses secos de junho e julho.
Esse cenário acende um alerta para o transporte rodoviário de cargas em condições adversas. Pistas molhadas, baixa visibilidade e perda de aderência dos pneus elevam significativamente o risco nas estradas. Além disso, fatores como aquaplanagem, acúmulo de água na pista, deslizamentos e maior distância de frenagem tornam a operação mais desafiadora. Diante disso, a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos tem reforçado orientações aos transportadores para ampliar os cuidados durante o período chuvoso.
No caso do transporte de produtos perigosos, o nível de atenção precisa ser ainda maior, já que incidentes podem gerar impactos operacionais, ambientais e à segurança pública. Apesar disso, especialistas apontam que os riscos climáticos são semelhantes aos enfrentados por todo o setor de transporte rodoviário. A diferença está no rigor das normas que regulamentam essa atividade, com exigências técnicas voltadas à prevenção de acidentes e à mitigação de danos.
Segundo Oswaldo Caixeta, é fundamental que as empresas intensifiquem as ações de conscientização junto aos motoristas. A orientação contínua sobre direção defensiva e os riscos da condução imprudente é uma das principais estratégias para reduzir ocorrências nas estradas. A proposta é estimular práticas mais seguras e responsáveis ao volante.
Além das medidas operacionais, o setor já cumpre uma série de exigências regulatórias específicas para o transporte de produtos perigosos. Essas regras incluem padrões de segurança, sinalização adequada dos veículos, capacitação dos profissionais, certificação de equipamentos e protocolos operacionais que ajudam a reduzir riscos — especialmente em períodos de maior vulnerabilidade, como durante chuvas intensas.
Outro ponto relevante é o avanço do uso de tecnologias embarcadas. Sistemas de rastreamento e monitoramento em tempo real permitem acompanhar as rotas, avaliar o comportamento dos motoristas e identificar situações de risco com antecedência. Isso possibilita respostas mais rápidas das transportadoras diante de mudanças climáticas ou imprevistos nas estradas.
Ainda assim, a manutenção preventiva segue como uma das medidas mais eficazes para evitar acidentes. Veículos que transportam produtos perigosos passam por inspeções obrigatórias e verificações técnicas frequentes, garantindo condições adequadas de operação. Esse controle contínuo contribui para aumentar a segurança tanto da condução quanto da carga transportada.
Fonte: Frota&Cia