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Contran estuda obrigatoriedade de 38 novos itens de segurança para veículos
A partir de janeiro, o Contran (Conselho Nacional de
Trânsito) vai realizar uma série de estudos para a implementação de itens de
segurança para veículos de diferentes categorias, tais como leves e pesados com
reboque e semirreboque. O órgão estabeleceu um cronograma que prevê a conclusão
de 38 regulamentações em até quatro anos, por tipo de veículo. A intenção da
resolução 717/17 é fazer com que as fabricantes já comecem a se preparar quanto
a uma eventual obrigatoriedade dos dispositivos.Entre os equipamentos previstos para veículos de passeio,
por exemplo, estão alerta de frenagem emergencial, que avisa por meio de sinais
luminosos/sonoros que o carro está perigosamente próximo a outro que trafega
com lentidão à frente. Outra medida é a câmera de visibilidade traseira, a
popular câmera de ré. A medida prevê ainda atualizações de normativos sobre
retrovisores, dobradiças e fechaduras e proteção ao ocupante, incluindo impacto
frontal e traseiro.Outras possíveis medidas a serem implementadas são
equipamentos voltados para a inclusão de pessoas com deficiência, assim como os
gravadores de dados de acidentes de trânsito, uma espécie de “caixa preta”,
similar à que existe nos aviões, para auxiliar nas investigações de eventuais
causas das ocorrências de trânsito.Para ônibus estão previstos estudos sobre o número de
identificação da carroceria, cinto de segurança de três pontos, apoio de cabeça
e dispositivo limitador de velocidade. Já para veículos como
reboque/semirreboque, a resolução prevê características específicas de
construção para o transporte de mercadoria/produtos perigosos e dispositivos de
estabilidade e capotagem para veículos com carroceria tanque.Segundo a resolução do Contran, as datas previstas
referem-se à conclusão dos estudos de regulamentação, o que significa que
poderá haver um novo prazo quando as regras para cada tipo de equipamento forem
efetivamente publicadas. Além disso, segundo o texto, “nos casos em que os
estudos técnicos comprovarem a inviabilidade do item, estes serão submetidos
para deliberação”, o que significa que pode haver atrasos ou até mesmo a
retirada de alguns equipamentos do cronograma.
Fonte: Agência CNT de Notícias