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Crescimento do comércio global pode representar retomada do setor de transporte de cargas
O momento é de “otimismo moderado”, mas o relatório
“Panorama da Economia Mundial” divulgado pelo Fundo Monetário Internacional
(FMI) aponta que a tempestade já passou e que o segmento de transporte de
cargas pode ser impactado de forma positiva já a partir deste ano no Brasil. A
avaliação consta do boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia, da CNT
(Confederação Nacional do Transporte).De acordo com os dados apresentados pelo FMI, a previsão é
de que 2017 tenha sido o melhor ano desde 2011 em termos de expansão do PIB e
comércio mundiais. Os cálculos apontam que a produção mundial tenha crescido
3,7% e que deve avançar 3,9% em 2018 e 2019. A expectativa é de que, como
consequência, o volume de bens e serviços transacionados no comércio
internacional em 2017 aumentaram em 4,7%.Os dados do FMI que ajudam a explicar a posição da CNT em
relação ao país remetem, também, ao PIB brasileiro. De acordo com o relatório,
o índice pode ter crescido 1,1% em 2017 e tem potencial para atingir 1,9% em
2018 e 2,1% em 2019. A instituição projeta, também, expansão do Produto Interno
Bruto dos principais parceiros comerciais do Brasil como a China, Estados
Unidos, Argentina, Área do Euro e América Latina e Caribe. Intermodal South AmericaA avaliação da CNT só não é mais otimista, pois o país ainda
aguarda reformas como a da previdência e a retomada dos investimentos públicos.
Um termômetro para aferir se o mercado responde ao posicionamento da entidade é
a Intermodal South America, feira internacional de logística, transporte de
cargas e comércio exterior, que acontece de 13 a 15 de março, no São Paulo
Expo, na capital paulista.O evento reúne empresas nacionais e internacionais
associadas a cada um dos elos da cadeia da logística de armazenamento e
transporte. A expectativa UBM Brazil, responsável pela organização da feira, é
de que 33 mil profissionais, em sua maioria representantes de embarcadores dos
mais diversos setores da economia, armazéns, condomínios logísticos,
operadores, tradings e empresas em geral participem do encontro.Na última edição, o reuniu mais de 400 marcas de 22 países,
como Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos e Reino Unido.
Fonte: CNT