Publicado em: 10/04/2026

O estudo anual “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras” apontou ligeira queda do peso da logística nos custos empresariais, mas segue acima dos 15% do PIB (Produto Interno Bruto) elo quarto ano consecutivo.  

O trabalho é feito pelo Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain) e mostrou que os custos logísticos no Brasil foram de 15,5% do PIB no ano passado. O maior peso segue sendo para os valores gastos com transporte (8,5%), estoque (5,3%), armazenagem (1%) e administrativo (0,6%). O percentual ficou em 15,6% em 2024.    

Há 10 anos, em 2016, o percentual total dos custos logísticos era de 11,5% do PIB. E em 2004, na primeira edição da pesquisa, o percentual foi de 12,1%. O percentual mais baixo foi registrado em 2014, 10,4% da riqueza nacional. 

O sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo, Maurício Lima explica que nos últimos 10 anos, o Brasil transportou 25% a mais em volume de carga com praticamente a mesma infraestrutura logística. 

“Os investimentos em infraestrutura não acompanharam o mesmo desempenho do setor logístico. Esse cenário pressiona os custos e faz com que os gastos com logística aumentem gradativamente”, explicou Lima.  

Segundo o sócio-diretor do Ilos, em 2025, os preços de frete cobrados foram similares aos de 2024.  

Ele explica que isso pode parecer ser um cenário positivo inicialmente, mas também pode revelar um possível caos no médio prazo. Na avaliação de Maurício Lima, as empresas contratantes consideram dos serviços de transporte um custo alto. Ao mesmo tempo, os preços de praticado têm sido insuficientes para compensar o aumento dos custos das transportadoras. Esta contradição pode trazer problemas no futuro do setor.  

“Observo que muitos operadores logísticos estão deixando de atuar em setores específicos, pelo fato de a margem de lucro não atender a sua atuação. Isso ocorre até mesmo no setor de graneis agrícolas, que cresceu a produção em cerca de 17% em 2025”, avaliou.


Fonte: CNN Brasil

Custo logístico cai, mas ainda consome 15,5% do PIB