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Defasagem do frete de carga ficou em 20,6% no ano passado, diz NTC&Logística
A defasagem no preço do frete para o transporte de carga ou
lotação ficou em 20,6% ao longo do ano passado, segundo levantamento da
NTC&Logística. Entre os transportadores de carga fracionada, o porcentual
fica em 13,95%.“Apesar da pequena recuperação do frete em 2017, essa não
foi suficiente para recompor a defasagem acumulada nos últimos anos”, disse o
assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdívia, durante evento para
tratar sobre os desafios do setor.A pesquisa envolveu 2 495 empresas de transporte rodoviário
de cargas em todo o Brasil e apontou que 62% das empresas entrevistadas tiveram
queda no faturamento e 47,6% diminuíram de tamanho no ano passado. “As
dificuldades do período também prejudicaram muito a cobrança dos demais
componentes tarifários. Neste caso, é imprescindível que sejam cobrados de
forma adequada”, explica Lauro.Sobe o risco do caloteCom a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o
pagamento do frete ficou prejudicado. Segundo o estudo, 52,4% das
transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que significa, em
média, que as empresas demoram 25,9 dias para receber o pagamento. Como
consequência disso, 40,6% delas estão com parte da frota parada e 29,3% sofrem
com alguma ação trabalhista.Os fatores que mais contribuíram para esta situação em 2017
foram, em primeiro lugar, os aumentos dos custos, em especial o do combustível
(9,44% nos postos e 12,49% nas distribuidoras). “Orientamos o transportador
para que faça suas contas e adeque sua remuneração aos desafios que estão por
vir e encontre junto com os contratantes o equilíbrio comercial necessário,
sobretudo neste momento, sob pena de se verem diante de situações de difícil e
onerosa solução em suas operações”, diz o presidente da NTC&Logística, José
Hélio Fernandes.
Fonte: DCI