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Entenda a importância de combater o mosquito da dengue para enfrentar a febre amarela
O SEST SENAT também soma esforços para disseminar
informações e conscientizar a população, especialmente os profissionais do
transporte e seus familiares, sobre a importância de se adotar medidas para
evitar a proliferação do Aedes aegypti.A relevância de atitudes cresce nesta época do ano, pois é
período de chuvas. E, como todo mundo já deve saber, o Aedes deposita suas
larvas onde há água parada e limpa. O mosquito é transmissor de vírus causadores de doenças
graves, como dengue, zika, chikungunya e, também, febre amarela. Febre amarela?Exatamente. É por essa razão que, neste ano, o combate ao
Aedes aegypti ganha uma importância ainda maior. Vamos explicar:Desde 1942, o Brasil não registra febre amarela urbana, mas
somente a silvestre, cuja transmissão se dá em regiões de florestas.A diferença é que, na silvestre, são os mosquitos dos
gêneros Haemagogus e Sabethes que transmitem o vírus. Os macacos são os principais
hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não
vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Já na
febre amarela urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo Aedes aegypti.Por enquanto, conforme o Ministério da Saúde, os casos
registrados no Brasil são somente da febre amarela silvestre. Por que se preocupar?Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), o
número de casos registrados na América do Sul, no último ano, é o maior em décadas
de vigilância sobre a doença. E a situação do Brasil chama a atenção porque é o
único país da região a contabilizar novas pessoas infectadas em janeiro.O Ministério da Saúde, além disso, identificou a circulação
do vírus da febre amarela em áreas de mata próximas a centros urbanos com
elevado contingente populacional.Se, por descuido, permitirmos que o Aedes aegypti se
prolifere com facilidade (em especial neste período em que a quantidade de
chuvas é maior), o risco de a febre amarela urbana voltar a ser registrada no
Brasil crescerá. Aí os fatores adversos se somam: mais mosquitos
transmissores podem picar mais pessoas infectadas e levar a doença a um número
cada vez maior de brasileiros. Ou seja...Combater o mosquito Aedes aegypti é fundamental para evitar
surtos de dengue, zika, chikungunya e, também, para impedir uma nova ocorrência
da febre amarela urbana. VacinaçãoA vacina contra a febre amarela é bem eficiente. A
expectativa do Ministério da Saúde é que, com a campanha de vacinação em regiões
onde se identificou maior risco de transmissão da doença, mais de 19 milhões de
pessoas sejam imunizadas. Isso deve ajudar a conter o avanço no número de
casos, mitigando, também, as chances da febre amarela urbana.Veja, aqui, as orientações para profissionais do transporte. Sintomas da febre amarelaOs primeiros sintomas da febre amarela são febre de início
súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral,
náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. "A maioria das infecções são leves
ou até mesmo passam despercebidas. Os casos graves, que podem levar à morte,
são uma minoria, cerca de 10%. Mas, entre esses casos graves, em 50% ocorre o
óbito", explica Luiz Fernando. Nos casos graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia (coloração
amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e
insuficiência de múltiplos órgãos, levando à morte.Quem identificar alguns dos sintomas deve procurar um médico
e informar se e quando tomou a vacina contra a febre amarela.Não há tratamento específico contra a doença. O médico
utiliza medicamentos para controlar os sintomas, como as dores no corpo e dores
de cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos, como AAS e Aspirina,
devem ser evitados, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de
manifestações hemorrágicas. E os macacos?Eles são importantes! Os macacos são tão vítimas quanto as
pessoas. Eles, assim como nós, são infectados ao serem picados pelos mosquitos
vetores. Portanto, não adianta eliminar macacos (o que, aliás, causa prejuízos
ao ecossistema e é crime ambiental).Vaciná-los também não é possível, porque eles são animais
silvestres, vivem nas matas e não há como fazer esse tipo de imunização e
controle.Aliás, os macacos são quem “avisa” onde está a febre
amarela, o que faz deles peças fundamentais navigilância da doença.O inimigo é o mosquito.
Fonte: SEST SENAT