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FENATRAN começa em clima de otimismo e com muitas novidades
Em entrevista coletiva realizada ontem (15), o presidente da
NTC&Logística, José Hélio Fernandes, mostrou-se otimista com o cenário
atual da economia. “Estamos em um momento importante, com a economia
sinalizando uma virada. Temos ainda sinais positivos como inflação baixa, juros
baixos, emprego começando a aparecer”, disse.Ele disse que o setor foi duramente atingido nos últimos
quatro anos. E citou dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT), segundo os quais, 40 mil empresas de transportes teriam fechado as
portas. Ainda lembrou da última pesquisa feita pela entidade mostrando que 84%
das empresas de transporte afirmaram ter perdido receita durante a crise. E que
a média dessa perda foi de 30%. “Além disso, 52% dos entrevistados falaram que
tinham veículos parados nos pátios”, ressaltou.O empresário se mostrou esperançoso de que, já em 2018, haja
um equilíbrio entre a oferta e a demanda por caminhões. O que dizem as montadoras?“Esta Fenatran marca a retomada do mercado de caminhões”.
Foi com essa frase, dita pelo presidente da Volvo na América Latina, Wilson
Lirmann, que teve início a maratona de entrevistas coletivas do 21º Salão
Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – Fenatran, na manhã de
domingo, 15, em São Paulo. Um otimismo moderado em relação à economia
brasileira marcou as declarações dos representantes das montadoras de caminhões
presentes no evento.“Vimos sinais de recuperação”, afirmou o sueco Martin
Lundstedt, CEO do Grupo Volvo. “O Brasil é o Bric que tem a logística mais
avançada e a eficiência logística é a espinha dorsal para nós”, declarou ele,
em referência à sigla que representa as nações emergentes, Brasil, Rússia,
Índia e China. Lundstedt lembrou da crise vivida pelos países asiáticos no
final dos anos 1990 e declarou: “A economia vive de picos e vales. A queda foi
muito forte para o Brasil, mas temos perspectivas boas para os próximos cinco
anos”, avaliou.Claus Nielsen, hoje presidente mundial da Volvo Caminhões,
disse que era presidente da montadora na América Latina no início da crise
brasileira, em 2015. E que acompanhou de perto a situação do Brasil. “Saímos do
fundo do poço. Alguns setores mostram sinais saudáveis como mineração e
agricultura. Acreditamos que o segmento no qual atuamos (de caminhões pesados)
vai crescer 20% no próximo ano”.No mercado geral de caminhões, formado pelos segmentos de
leves, médios e pesados, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos
Automotores (Fenabrave) estima que haverá uma “discreta” retração neste ano, na
comparação com 2016, quando foram emplacados 50.292 veículos. As vendas de
caminhões hoje representam menos de um terço do pico histórico de 2011.Presidente da MAN na América Latina, Roberto Cortês afirmou
que os “sinais da economia não deixam dúvida”. E que, aos poucos, a confiança
no Brasil está voltando. Lyle Watter, presidente da Ford Caminhões na América
do Sul foi na mesma linha. “A crise foi muito dura, foi a pior recessão da
história, mas a economia dá sinais promissores”, disse ele, citando dados a respeito
do aumento das vendas de papelão para embalagem e do crescimento do tráfego nas
rodovias do País. “A macroeconomia começa a mostrar progresso, com perspectivas
de aumento do PIB, inflação baixa e juros em declínio”.Já o presidente da Mercedes-Benz, o alemão Phillipp
Schiemer, além de afirmar que a economia “finalmente” dá sinais de recuperação,
cobrou a realização de reformas para que o Brasil se mova “rumo ao futuro”. Uma iniciativa da NTC&LogísticaEvento bienal, a Fenatran é uma iniciativa da NTC&Logística
– associação que representa as maiores transportadoras do País – e da Anfavea
(Associação Nacional dos. Fabricantes de Veículos Automotores).Para esta edição, os organizadores esperam cerca de 60 mil
visitantes do Brasil e de 61 outros países.Aproximadamente 350 marcas apresentam seus produtos e
serviços em um dos oito setores da Fenatran: fabricantes de veículos;
fabricantes de implementos rodoviários; autopeças, motores e pneus;
combustíveis derivados e componentes; gestão e rastreamento de frotas;
fabricantes de equipamentos e acessórios; entidades e publicações; bancos,
financeiras, seguros e serviços.
Fonte: NTC&Logística