- Você está em: Home
- /
- Notícias
- /
- Marco regulatório é o grande desafio do transporte de cargas
Marco regulatório é o grande desafio do transporte de cargas
A finalização do projeto de lei que estabelece um marco
regulatório para o transporte rodoviário de cargas é o principal desafio dos
transportadores brasileiros. A afirmação foi dada pelo presidente da ABTC
(Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga), Pedro Lopes,
durante o 15º Congresso Nacional dos Transportadores de Cargas, realizado em
Belém (PA), no último dia 15 de setembro. Promovido pela ABTC, o congresso
reuniu empresários e lideranças para debater os gargalos e apresentar soluções
para a retomada do crescimento sustentável do setor e, por extensão, do país.Em tramitação na Câmara dos Deputados, numa comissão
especial, a proposta de marco regulatório do TRC (PL nº 4860/16) busca unificar
a legislação do setor, bem como reduzir divergências que impactam na segurança
jurídica e refletem em prejuízos para empresários e autônomos. Os
transportadores, porém, reivindicam uma participação maior na estruturação da
nova legislação e questionam o curto prazo para enviar contribuições.“Precisamos construir uma redação justa e abrangente, que
seja do conhecimento e do alcance de todos que atuam na área. Isso tem
demandado muito do nosso trabalho, mas sentimos que há uma exiguidade do debate
para formular as proposições, e isso, futuramente, poderá ser alvo de
contestações. Estamos falando de um projeto de lei que interfere diretamente na
realidade dos transportadores e que foi apresentado há pouco menos de três
meses”, comenta Pedro Lopes.Durante o evento, o técnico legislativo da Câmara dos
Deputados, que atua na comissão especial do marco, Jonas Lima, informou que o
relatório do projeto será apresentado ainda este mês. Se aprovado, como a
comissão tem caráter conclusivo e terminativo, o texto segue para o Senado. Necessidade de investimentoQuestões econômicas e trabalhistas também fizeram parte dos
debates. O atual momento socioeconômico do país e a queda brusca de
investimentos, principalmente em obras de infraestrutura, foram abordados pelo
economista Raul Velloso. “Investir em infraestrutura é a única saída. O país
não andará se não houver investimentos em transporte. É um caminho simples para
aumentar a produtividade do país”.O economista lamenta que, apesar da importância do transporte
para qualquer economia, não exista uma priorização no país desse segmento, a
despeito dos esforços que as entidades de classe têm feito. “Somos um país que,
infelizmente, parou de crescer de forma sustentada e relevante. Nesse sentido, o setor de transporte tem
papel muito aquém do que deveria ter. Temos de brigar muito mais por isso, mas,
como o setor depende muito de recursos de orçamentos públicos, ele se vê
paralisado”. ExpectativaAntiga reivindicação dos transportadores brasileiros, a nova
lei trabalhista entrará em vigor no próximo dia 11 de novembro e valerá para
todos os contratos de trabalho vigentes, tanto antigos quanto novos. Durante o
evento da ABTC, o juiz federal do trabalho e um dos redatores da nova
legislação trabalhista, Marlos Augusto Melek, celebrou a aprovação da reforma,
a qual qualificou de histórica. O juiz, que também está atuando junto à
Presidência da República para redigir a Medida Provisória que corrigirá pontos
da proposta, declarou que a atual legislação trabalhista brasileira é uma
ameaça aos investimentos, representado “um ambiente de hostilidade ao
empreendedor”.O presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de
Logística, Transportes e Agenciamento de Cargas da Amazônia), Irani Bertolini,
espera que a nova lei seja respeitada. “Há muito investidor querendo vir para o
Brasil, mas vão olhar para outros horizontes se a reforma não for seguida. Não
tem empresário que aguente a legislação do jeito que está”. Fonte: Agência CNT de Notícias/ Diego Gomes