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MOBILIZAÇÃO NACIONAL PARA COMBATER USO DE ÁLCOOL E DROGAS NAS ESTRADAS
O consumo abusivo de álcool ou o uso de drogas afetam toda a
vida do usuário. Perda da capacidade de raciocinar, comprometimento dos
reflexos, dificuldades de atenção e memória são algumas das consequências
físicas. Mas os problemas vão além, afetando o relacionamento com a família, os
amigos e o trabalho, além de elevarem o risco de violência e de acidentes de
trânsito.Ocorre que, muitas vezes, conhecer os perigos que rondam esse
tipo de comportamento não é o suficiente para evitá-lo. Nos círculos sociais,
aprende-se, por exemplo, a associar a bebida alcoólica ao divertimento e à
redução de estresse. Isso cria um mecanismo perigoso no cérebro, gerando as
bases para o consumo abusivo e o vício. “O álcool passa a atuar como reforçador
positivo, por exemplo, se a pessoa bebe para ficar menos inibida e facilitar a
socialização. E atua como reforçador negativo quando o consumo é para buscar
alívio de sensações ruins, como um dia de trabalho estressante”, explica o
psicólogo do SEST SENAT Ailton Cortez da Silva.O alívio e o prazer proporcionados por substâncias
psicotrópicas são encarados como uma válvula de escape, conforme Patrícia Alves
dos Reis Duarte, que também é psicóloga do SEST SENAT. Mas as sensações são
passageiras. “Às vezes, as pessoas estão passando por uma série de dificuldades
e encontram, no vício, uma satisfação ilusória. Diante disso, têm dificuldades
de perceber os limites”, explica. Isso abre as portas para o vício e, com ele,
para os danos nocivos ao usuário e aos que o rodeiam.Evitar esse tipo de situação passa por atitudes preventivas.
Em casa, por exemplo, é importante conscientizar e dialogar sobre esses
assuntos.Quando o consumo de álcool ou drogas já está ocorrendo, é
fundamental romper esse processo o mais cedo possível. E isso começa com o
reconhecimento pela própria pessoa de que algo não está bem. “É importante que
avalie essa condição com auxílio de um profissional e dos familiares. Isso pode
ser penoso, mas não enfrentar o problema traz consequências irreparáveis”,
ressalta Patrícia. A família e os amigos também são cruciais nesse processo.
Muitas vezes, com medo ou vergonha, as famílias se escondem e sofrem sozinhas
as dificuldades. Porém, o psicólogo Ailton Cortez da Silva lembra de que se
trata de uma doença e, para dar os primeiros passos no tratamento, é importante
buscar auxílio profissional.Ele reforça, ainda, que o indivíduo também deve refletir
sobre as causas do consumo. “Se ele percebe, por exemplo, que sempre numa
situação de estresse busca esse alívio, é uma forma de tratar. Deve refletir
sobre o que gera o comportamento. E isso é um mote particular. Já na família,
deve-se favorecer a comunicação para que a pessoa possa se expressar, e não trabalhar
com a questão da estigmatização”, recomenda.Onde buscar atendimentoSe você conhece alguém que precise de apoio profissional, o
SEST SENAT está de portas abertas para ajudá-lo. As Unidades Operacionais
localizadas em todo o Brasil oferecem Assistência Psicológica aos trabalhadores
do transporte. Encontre a Unidade mais próxima a você e saiba mais sobre esse
serviço.Também é possível ligar para o número 132, um serviço
gratuito, anônimo e confidencial do governo federal que fornece orientações e
informações sobre drogas e aconselhamento a familiares. O atendimento é 24
horas por dia. Nas cidades, também é possível buscar apoio e orientação junto
aos Caps (Centros de Atenção Psicossocial).Mobilização nacionalO SEST SENAT promove, no mês de agosto, uma mobilização
nacional para combater o uso de álcool e drogas nas estradas. O objetivo é
orientar os profissionais do transporte acerca das reações que o corpo pode ter
ao ingerir álcool e outras drogas enquanto dirige e dos perigos do uso indevido
dessas substâncias.
Fonte: SEST SENAT