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Mudanças na formação de condutores podem ser implantadas em 2018
O processo de formação de condutores no Brasil será
reestruturado, e as mudanças devem ser implementadas no ano que vem. Para isso,
uma nova resolução deverá ser aprovada pelo Contran (Conselho Nacional de
Trânsito), atualizando o texto da que atualmente disciplina o tema, a 168/2004.
O objetivo é modernizar e aperfeiçoar os procedimentos a fim de promover um
trânsito mais seguro.“A sociedade brasileira convive, a cada ano, com mais de 40
mil mortos, mais de meio milhão de sequelados. Cada vida que se perde não tem
valor, mas os impactos econômicos estão na casa de R$ 50 bilhões. Não dá para
resolver esse problema sem tocar na formação do condutor”, diz o Coordenador-Geral
de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Denatran (Departamento Nacional
de Trânsito), Francisco Garonce.A Câmara Temática de Educação, Habilitação e Formação de
Condutores do Contran, da qual o SEST SENAT faz parte, formulou a minuta de uma
nova resolução, que foi submetida a consulta pública. Foram realizadas cinco
sessões presenciais em todas as regiões do Brasil, nos meses de agosto e
setembro. As sugestões apresentadas pela sociedade civil foram analisadas em
reunião realizada nessa segunda e terça-feira (25/9 e 26/9), em Brasília
(DF). A partir disso, será formulada a redação final da proposta
de resolução, que será analisada pelos integrantes do Conselho Nacional de
Trânsito. Conforme Francisco Garonce, a expectativa é que o Contran delibere
sobre o tema até o fim deste ano. Quando o novo texto estiver aprovado, serão
necessários 180 dias para que entre em vigor. Dessa forma, as alterações
deverão ocorrer em 2018. O que pode mudarA proposta de resolução contém mais de 300 páginas e prevê
modificações, por exemplo, em aspectos da formação, da realização dos exames,
da expedição de documentos de habilitação, dos cursos de formação
especializados e de reciclagem. Entre os pontos que podem sofrer mudanças estão: a carga
horária; a inclusão de aulas teóricas para formação de motoristas nas
categorias C, D e E (que hoje ocorre somente com aulas práticas); a adoção de
simulador, aulas e exame em vias públicas para a categoria A; a definição
precisa de habilidades a serem desenvolvidas em aulas práticas, com
acompanhamento do instrutor e do aluno; o exame prático, entre outros. Segundo Garonce, quanto à prova prática, o objetivo é deixar
claro aos futuros condutores o que será exigido no exame. “Queremos acabar com
a ansiedade da avaliação. O candidato saberá exatamente o que será exigido
dele, se ele está hábil e se tem o conhecimento necessário para a prova
prática. Tudo isso traz clareza ao processo de formação”, esclarece. Um questionamento comum diz respeito ao custo da formação, que
deve subir com as mudanças. Para Francisco Garonce, isso representará
investimento em segurança. “Nós estamos, na verdade, tentando reduzir o custo
com a acidentalidade. Quem ainda não é habilitado terá que investir mais na
habilitação, mas a pessoa está investindo para ser um condutor melhor. A pessoa
estará menos propensa a se envolver em acidentes, mais capacitada a sair de
situações emergenciais. É investimento na segurança própria e na da sociedade
como um todo”, argumenta.Com a reestruturação na formação de motoristas, o Contran
também deverá alterar a Resolução 358/2010, que regulamenta o credenciamento de
instituições para o processo de formação, capacitação e atualização de
motoristas. “A Câmara Temática já tem estudo encaminhado das mudanças necessárias
para estabelecer critérios e exigências para Centros de Formação de Condutores
sobre a forma como os Detrans (Departamentos de Trânsito) farão as exigências,
assim como o Sistema S deverá apresentar os cursos para que sejam aceitos no
Sistema Nacional de Trânsito. As duas resoluções devem ser aprovadas
concomitantemente para que as mudanças possam ocorrer”, afirma Francisco
Garonce.
Fonte: Natália Pianegonda/Agência CNT de Notícias