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Paralisações geram atrasos de até uma semana no Porto de Santos
A paralisação dos auditores fiscais e dos trabalhadores
avulsos no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, tem gerado prejuízos e
atrasos de até uma semana na liberação de cargas. Segundo os sindicatos das
categorias, as greves não têm previsão de término e a dos auditores deve ser
fortalecida até sexta-feira (7).De acordo com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de
Santos e Região (SDAS), Níveo Peres dos Santos, o movimento dos auditores causa
atraso de sete a oito dias na liberação de cargas no Porto de Santos."Todas as mercadorias que exigem conferência física,
que precisam que os auditores analisem essa mercadoria, estão atrasadas. Uma
carga que poderia ser liberada em 24h, até no máximo 48h, está demorando de
sete a oito dias para liberação", explica.De acordo com o Sindicato dos Auditores Fiscais de Santos
(Sindifisco), até sábado, os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil
(RFB) aumentarão a greve, que já vem acontecendo desde 1º de novembro de 2017.
Desta vez, além da quebra do acordo salarial fechado com em 2016, e até hoje
não cumprido pelo governo, a categoria também protesta pelo desmonte da Aduana
brasileira."A Receita publicou uma portaria que altera o regime de
plantão nas aduanas durante a noite. A nova medida diminui o efetivo noturno e,
no nosso ponto de vista, isso facilita contrabandistas que podem se aproveitar
do período", explica o auditor fiscal, Flávio Prado.A paralisação da categoria tem sido marcada por greve fora
da repartição durante as terças, quartas e quintas-feiras e dia sem computador
as segundas e sextas-feiras. Durante a greve dos auditores fiscais, na
Alfândega, só estão sendo liberadas cargas consideradas essenciais como
medicamentos, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para
tripulantes de navios. Já na Delegacia da Receita Federal, há a paralisação de
todos os grupos e equipes de trabalho, projetos, reuniões gerenciais e todas as
demais iniciativas que importem em incremento de arrecadação.Cada dia de paralisação na Alfândega de Santos ocasiona um
atraso de R$ 100 milhões no recolhimento de impostos federais e um acúmulo de
2.000 a 3.000 contêineres para liberação de cargas ao país. Trabalhadores avulsosOs trabalhadores avulsos do Porto de Santos paralisaram suas
atividades na manhã da última segunda-feira (2) por tempo indeterminado. Mais
uma vez, o Ogmo, Órgão Gestor de Mão de Obra, ordenou a implantação do
intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho.Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei
Oliveira da Silva, cerca de 8 mil trabalhadores aderiram à greve, entre eles
estivadores, operários portuários de capatazia, operadores de guindastes e
empilhadeiras, consertadores, vigias de bordo e trabalhadores do bloco. A
paralisação afeta o trabalho de todas as embarcações que dependem dos
trabalhadores, que estão atracadas em mar e em terra."Não somos contra o descanso de 11 horas, mas queremos
que sejam cumpridas também os direitos do trabalhor avulso como, por exemplo, a
garantia de trabalho ou do ganho do trabalhador. Não está havendo vontade de
negociar", explica Nei. Segundo o sindicato, ao contrário dos empregados
fixos de qualquer setor, os avulsos ganham apenas quando têm trabalho disponível.
E, muitas vezes, o descanso obrigatório os prejudica.A greve, que começou na segunda-feira, ainda não tem
previsão de término. Segundo Nei, ainda não foi demonstrado nenhum interesse,
nem por parte da Sopesp nem do Ogmo, de negociarem. Segundo o Sindicato das
Agências de Navegação Marítima, 12 navios de veículos e carga geral foram
afetados pela paralisação dos portuários e acumulam prejuízo de mais de R$
1.600.000,00.
Fonte: Portal NTC