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Petrobras: Novo presidente defende alinhamento de preços com exterior
Em sua primeira comunicação oficial aos empregados da
Petrobras, o novo presidente da estatal, Ivan Monteiro, disse que o alinhamento
de preços com o mercado internacional é essencial para que a companhia cumpra
seu papel de gerar riqueza e desenvolvimento.Monteiro foi nomeado pelo conselho de administração da
Petrobras na segunda-feira (4), em substituição a Pedro Parente, que pediu
demissão na sexta (1º de junho) pressionado por mudanças na política de preços
dos combustíveis implantada em sua gestão.“A capacidade de estabelecer nossos preços como um reflexo
das variações do preço do petróleo, sem perdas para a companhia, e competir de
igual para igual neste mercado são condições essenciais para que a Petrobras
seja capaz de cumprir seu papel de empresa que gera riqueza e desenvolvimento”,
escreveu Monteiro. Defesa de ParenteNo texto, ele prega a continuidade do trabalho da gestão
Parente, a quem agradeceu pelo “excepcional trabalho”. “Se olharmos as mudanças
pelas quais a Petrobras passou nos últimos anos, veremos realidades
completamente diferentes”, defendeu Monteiro, que ocupava a diretoria
financeira da companhia.O executivo diz ainda que seu compromisso é defender,
alinhado ao conselho de administração da companhia, os princípios que considera
essenciais para o equilíbrio entre empresa competitiva e geradora de
desenvolvimento.“Essa visão de longo prazo é necessária agora, pois coloca
em contexto o momento atual, em que temos de agir para mostrar à sociedade
brasileira que sabemos de nossa responsabilidade em contribuir para uma solução
para a grave crise em que o país viveu com a greve dos caminhoneiros, ao mesmo
tempo em que mantemos a nossa capacidade de investir, de crescer e continuar
construindo o futuro da Petrobras”, disse ele.Na terça (5), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e
Biocombustíveis (ANP) anunciou que vai abrir consulta sobre a possibilidade de interferir
na periodicidade dos reajustes dos combustíveis no país. A ideia é estabelecer
prazos mínimos para as mudanças de preço.A Petrobras disse que vai colaborar por um diálogo que possa
resultar em maior competição “ao mesmo tempo em que mantém a liberdade para a
formação de preços”. A proposta foi apresentada pela ANP a representantes do
setor, em reunião nesta quarta-feira (6).Em julho de 2017, a Petrobras inaugurou uma política de
reajustes diários, alegando que precisava ter maior agilidade para combater
importações de combustíveis por terceiros. Nos últimos meses, porém, a
estratégia passou a ser questionada diante da pressão altista provocada pela
escalada do petróleo no mercado internacional.Após o início da greve dos caminhoneiros, a própria estatal
decidiu reduzir em 10% o preço do diesel em suas refinarias e congelar o valor
por 15 dias. Em acordo com a categoria, o governo federal ampliou o prazo de
congelamento e concedeu mais subsídios aos preços.Seguindo o exemplo de Parente, Monteiro assinou a carta
apenas com o primeiro nome. Ele abre o texto com um relato pessoal, revelando
que é casado, pai de três filhos e que gosta de jogar vôlei. Contou sua
experiência no Banco do Brasil, onde iniciou a carreira como funcionário
público concursado em uma agência em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais.
Fonte: Valor Econômico