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Proposta de reforma do PIS/COFINS preocupa quem mais emprega
A Reforma do PIS/COFINS está no topo da agenda prioritária
do Governo para 2018. A área econômica tem anunciado que a proposta está
pronta, mas, como em outras situações, não há transparência sobre seu alcance e
conteúdo. O fato desperta a apreensão sobre possíveis impactos negativos no
setor de Serviços, em plena fase de criação de empregos formais.O recolhimento do PIS/COFINS pelo “regime cumulativo” é o
mais compatível com as suas atividades intensivas em mão de obra. O “regime não
cumulativo”, além do aumento previsto de alíquotas, resulta em maior
complexidade e burocracia.A aprovação de uma reforma mais abrangente do PIS/COFINS
poderia ainda anular os esforços bem-sucedidos de combate à inflação,
considerando seus reflexos no aumento de preços de produtos e serviços
essenciais, como: saúde, educação, passagens, internet, jornais e revistas,
telefonia, vigilância e mais uma gama de serviços consumidos pela população,
pelas empresas e pelo próprio setor público.
Preocupa, ainda, a possibilidade de aumento generalizado de
alíquotas para compensar a exclusão de ICMS e ISS da base de cálculo do
PIS/COFINS, fruto de recente decisão do STF. Tal medida afetaria os resultados
das empresas de Serviços, comprometendo investimentos e geração de empregos.É fato que o Brasil vive um momento de recuperação
econômica, após a maior recessão de sua história. Os Poderes Executivo e
Legislativo aprovaram importantes avanços nesse sentido. É fundamental agora:
centrar discussão no tamanho do Estado e em um modelo sustentável de
Previdência. Não há dúvidas sobre a necessidade de se discutir também uma
reforma tributária no País, mas que tenha por real propósito, exclusivamente, a
simplificação e a modernização do sistema tributário nacional. Diante disso, entidades de diversos setores produtivos e de
classes profissionais estão mobilizadas para conscientizar a população e a
classe política sobre o tema, bem como abertas ao diálogo em torno de uma
reforma tributária voltada ao desenvolvimento do País. Para o Brasil crescer e gerar empregos, é preciso afastar as
ameaças de aumento de impostos!
Fonte: CBPI