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Reforma Política
A Câmara dos Deputados, na madrugada desta quinta-feira (5),
aprovou o texto da reforma política, para que passe a valer já na eleição do
ano que vem. O presidente da FETRANSPAR, Sérgio Malucelli, repudia a
‘votação-relâmpago’.“Não podemos admitir R$ 1,7 bilhões para o fundo, quando a
educação, a saúde, a segurança e as nossas estradas estão precárias. É um
absurdo essa reforma proibir as candidaturas avulsas. Não podemos ficar de
braços cruzados”, ressalta Malucelli. Confira a reportagem da Agência Brasil: Proposta que regulamenta fundo eleitoral é aprovada no
Senado e vai à sançãoPor Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência BrasilNo último esforço para votar matérias da reforma política
que passem a valer já na eleição do ano que vem, o Senado aprovou nesta
quinta-feira (5) o projeto que regulamenta um fundo público para financiar
campanhas eleitorais. A matéria, que foi longamente debatida nesta madrugada na
Câmara dos Deputados, foi concluída no Senado após um procedimento regimental
que possibilitou a retirada de dois artigos.O texto, relatado na Câmara pelo deputado Vicente Cândido
(PT-SP), estabelece regras para utilização do Fundo Especial de Financiamento
de Campanha (FEFC), que foi criado, também nesta semana, por meio de outra
proposta. Com normas que vão desde a arrecadação de recursos por meio de
financiamento coletivo na internet (crowdfunding) até os critérios de
distribuição do dinheiro arrecadado pelo fundo, o projeto segue agora para
sanção presidencial.As únicas alterações à proposta que veio da Câmara foram
feitas após um procedimento em que o presidente do Senado, Eunício Oliveira,
colocou em votação a impugnação de dois artigos: o que estabelecia um limite
para o autofinanciamento de campanhas e o que criava uma brecha para que multas
eleitorais fossem pagas com 90% de desconto. A medida, que chegou a ser
questionada por alguns senadores, foi aprovada por maioria. Logo após, em
votação simbólica, os senadores aprovaram o projeto.Na quarta-feira (4), a Câmara já havia concluído, em caráter
definitivo, a votação do projeto que veio do Senado e que estipula a origem dos
recursos que serão repassados ao fundo. Com isso, as campanhas eleitorais serão
financiadas por 30% do valor destinado às emendas parlamentares de bancada em
anos eleitorais, somados a recursos hoje destinados à compensação fiscal pela
propaganda eleitoral gratuita em emissoras de rádio e televisão, que será
reduzida.Para que seja válida nas eleições do ano que vem, é preciso
que ambas as propostas sejam sancionadas pelo presidente Michel Temer até
amanhã (6), um ano antes do próximo pleito. Já a emenda à Constituição que veda
as coligações partidárias em eleições para deputados e vereadores e cria a
chamada “cláusula de barreira” foi promulgada na quarta-feira (4) pelo
Congresso Nacional.
Fonte: Fetranspar