Publicado em: 12/01/2022

Marcado por consecutivos aumentos nos preços dos combustíveis e consequentemente nos postos de abastecimento, o ano de 2021 foi desafiador para o segmento de transporte. De acordo com um levantamento do Valor Data, a Petrobrás já acumula um crescimento de cerca de 65,5% no preço do litro do diesel desde o início do ano anterior. Dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelaram que o diesel superou as máximas históricas, considerando as correções mensais pela inflação, e ultrapassou pela primeira vez em outubro do ano anterior o valor de cinco reais.

As incertezas no mercado de combustíveis vêm preocupando principalmente os transportadores, que temem por um cenário similar com o de 2021. Uma pesquisa divulgada pela ValeCard indica uma projeção de uma queda acumulada de 5,94% no preço do combustível para o primeiro trimestre, número inexpressivo frente ao acúmulo crescente do diesel. A expectativa é que em abril os valores voltarão a subir e devem atingir a maior alta em setembro.

Como o valor do barril de petróleo é pautado pelo dólar, tanto os custos de produção quanto de distribuição dos combustíveis são afetados pela alta do câmbio. Assim como em 2021, a expectativa do mercado é que o real continue sendo desvalorizado frente à moeda norte-americana, levando empresários do segmento a buscarem novas alternativas para o custo. Segundo Ricardo Lerner, fundador da Gasola, plataforma cujo objetivo é reduzir os custos de combustível para as transportadoras e elevar o lucro dos postos de abastecimento, a incerteza tende a assombrar transportadores e empresas com frota.

“Enquanto o real estiver desvalorizado em comparação ao dólar, os aumentos continuarão acontecendo acima da inflação. Isso aumenta ainda mais a relevância de se conseguir economia em combustível para as empresas que possuem frota. Toda economia, seja em desconto ou em melhoria de consumo, faz toda a diferença”, comenta o CEO da Gasola.

A parcela do combustível representa aproximadamente 38% do custo do transporte rodoviário, indica um estudo realizado pela EsalqLog, da Universidade de São Paulo (USP). Esse desafio enfrentado pelo setor, somado à dificuldade dos postos de combustível com suas margens de venda, motivou a criação da startup Gasola. Conectando empresas que possuem frotas a postos, a plataforma permite uma relação comercial direta e fornece uma melhor gestão unida à segurança na hora do abastecimento.

Na visão de Ricardo, “o preço do diesel varia principalmente de acordo com o preço do petróleo internacional e do dólar. Considerando que o dólar não tem perspectivas concretas de melhorar, o combustível no Brasil também segue essa margem, levando as empresas a buscarem alternativas”.

Transportadoras que estão pagando diretamente os postos de combustível através da plataforma Gasola, têm conseguido gerar uma economia de R$ 0,15 a R$ 0,40 por litro, aponta Lerner. “O ganho com os descontos é aproximadamente cinco vezes maior do que o valor de contratação da empresa. Fazemos um piloto, sem custos e sem compromisso, para validar os benefícios. No ano anterior, 100% das empresas que testaram contrataram a Gasola pelo motivo do resultado imediato gerado.”

Com as expectativas não tão promissoras para os preços do diesel em 2022, a solução oferecida pela startup traz esperanças para as companhias do setor de transportes. “Acreditamos que, quanto mais próxima e direta a relação entre postos e empresas que possuem frotas, melhores são as negociações geradas para ambos os lados”, afirma Lerner.

Fonte: SEGS

Tecnologia é fator fundamental para driblar desafios dos combustíveis em 2022