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Transformando o futuro das entregas por drones
Em parceria com a Autoridade de Aviação Civil de Singapura
(CAAS), a Airbus está dentro do cronograma para testar, no primeiro semestre de
2018, um sistema automatizado de entrega de pacotes usando aeronaves não
tripuladas. O projeto incorporou a SingPost em abril de 2017 como seu
parceiro de logística para a entrega de pequenos pacotes de teste via drones
autônomos a estações designadas na Universidade Nacional de Singapura. Apelidado de Skyways, o projeto incorporou a SingPost em
abril de 2017 como seu parceiro de logística para a entrega de pequenos pacotes
de teste via drones autônomos a estações designadas no campus da Universidade
Nacional de Singapura (NUS). Os pacotes a serem entregues são primeiro
carregados automaticamente nos drones em determinadas estações de pacotes com
um braço robótico. Os drones decolam e voam de forma autônoma, levando os
pacotes até as estações de entrega dentro da universidade, onde são colocados
em locais de armazenagem para serem retirados por moradores do campus. Os drones voarão ao longo de corredores aéreos para evitar
colisões, enquanto a estação terrestre central monitora continuamente as
operações de voo e o tráfego aéreo não tripulado. Esses drones estão longe de ser brinquedos: são sofisticados
produtos aeronáuticos de ponta que se baseiam na experiência técnica e de
engenharia da Airbus Helicopters em termos de veículos aéreos e também da
Airbus Defense and Space em termos de baterias e capacidades de centro de
comando, entre outras. A arquitetura de sistemas, desenvolvida e validada pela
primeira vez na França, foi finalizada, depois projetada e construída em
Singapura. “Teremos cinco ou seis drones voando este ano na fase inicial de
testes, que deverá durar vários meses para permitir a coleta de dados e
insights relevantes”, explica Leo Jeoh, diretor do Escritório de Design da
Airbus Helicopters e líder do projeto Skyways. Quando perguntado por que o projeto está baseado em
Singapura, Jeoh, um antigo engenheiro de testes de voo da Força Aérea de
Singapura, responde: “Embora o país já conte com serviços de entrega
eficientes, o verdadeiro motivo é que Singapura é um ótimo campo de testes para
novas tecnologias e modelos de negócios. O apoio combinado da CAAS e de um
governo favorável às inovações cria um ambiente ideal para aperfeiçoar o
sistema e implementá-lo mais rapidamente do que em outros locais”. Singapura, bem como muitas das megacidades da Ásia como
Jacarta, Bangkok e Manila, sofrem com congestionamentos de trânsito, uma
crescente tendência urbana sem qualquer solução à vista. No futuro, um sistema
de entrega de pacotes pelo ar poderá salvar vidas, abandonando as ruas para
transportar suprimentos médicos por toda a cidade, ou ainda ajudar a
desenvolver negócios, facilitando a entrega de produtos aos clientes sem a
necessidade de lojas ou caminhões de entrega. Caso seja bem-sucedida, a equipe da Skyways pretende ampliar
o escopo da fase inicial de testes para entregar pacotes aos navios ancorados
no Porto de Singapura. As iterações posteriores poderiam incluir a entrega de
bens de maior valor ou suprimentos médicos em regiões atingidas por desastres,
onde as estradas poderão estar intransitáveis. “O desenvolvimento tecnológico está longe de ser o único
obstáculo a ser superado para a implantação de um serviço pleno de entregas por
drones nas cidades”, afirma Jeoh. Os drones acabarão dividindo o espaço aéreo
com aviões e helicópteros de passageiros, veículos militares e outras
aeronaves, o que exigirá um sofisticado sistema de gerenciamento de tráfego
para evitar colisões. “Vemos o Skyways como um passo importante para abrir o
caminho para a mobilidade aérea em ambientes urbanos. É uma ótima oportunidade
para a Airbus executar uma primeira exploração de mobilidade aérea autônoma e
elétrica ao vivo. Estamos essencialmente abrindo a caixa de Pandora para
determinar o que será necessário para veículos não tripulados voarem com
segurança nas cidades. Todas as questões regulatórias deverão ser devidamente
abordadas antes de vermos os drones ou os veículos de passageiros elétricos de
decolagem e aterrissagem verticais (eVTOL) de maior porte como o CityAirbus
voando acima de nossas cabeças”. Ganhar a confiança dos reguladores e usuários finais é
primordial para tornar a mobilidade aérea urbana uma realidade. “Estou
convencido de que a Airbus será fundamental na mudança do transporte terrestre
para o transporte aéreo nos espaços urbanos”, diz Jeoh. “Por meio do nosso
estreito relacionamento com a CAAS, a NUS e a SingPost, poderemos realizar um
teste significativo que nos permita explorar e desenvolver regulamentos,
tecnologias e requisitos operacionais para operar com segurança veículos em
ambientes urbanos, enquanto obtemos valiosos insights dos moradores do campus
de como eles veem a tecnologia voando por aí”.
Fonte: NTC&Logística