Publicado em: 16/04/2026

Em meio à alta de 0,1% do volume de serviços no Brasil, o setor de transportes cresceu 0,6% em fevereiro de 2026 em relação a janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número foi impulsionado pelo transporte rodoviário de cargas, que cresceu 0,9% no período. 

Em relação à série histórica, essa foi a maior alta registrada pelo transporte desde outubro de 2025, quando o setor avançou 0,8%. Na visão do analista da pesquisa, Luiz Carlos de Almeida Junior, o crescimento de fevereiro foi puxado por atividades relacionadas à logística e armazenamento de cargas. 

“Os transportes crescem 0,6% na comparação contra o mês anterior puxados de forma positiva principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, atividades relacionadas a logística e armazenamento de cargas e o transporte metroferroviário de passageiros”, destacou Junior. 


TRANSPORTE AÉREO EM FEVEREIRO 

Em publicação do Valor Econômico, o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, alertou que a queda de transporte aéreo de passageiros influenciou negativamente o setor. Nesse período, o preço de passagens aéreas cresceu 11,4%. 

“Para fevereiro, houve movimento específico. De um lado, teve pressão positiva em transportes vinda de rodoviário e ferroviário de cargas. Mas teve influência negativa vinda do transporte aéreo de passageiros, por causa do aumento nas passagens”, destacou. 


CRESCIMENTO DO TRANSPORTE NO BRASIL 

O setor de transportes também cresceu em janeiro, porém com uma alta um pouco mais controlada de 0,4%. Nesse mesmo mês, o transporte de cargas registrou um crescimento de 0,1% 

A nova edição do “Panorama Transportes”, publicada pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística da Infra S.A., apontou que no primeiro mês do ano, o transporte rodoviário de cargas movimentou 7,6 milhões de toneladas, considerando soja, milho, farelo, combustíveis e derivados. 


Fonte: Mundo Logística

Transporte de cargas puxa crescimento do setor em fevereiro, revela IBGE